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Público·13 miembros
Philip Kuznetsov
Philip Kuznetsov

Grupo Novo Rock Discografia



GNR (sigla de Grupo Novo Rock) é uma banda portuguesa de pop rock, formada no Porto, em setembro de 1980, por Alexandre Soares (vocal e guitarra), Vitor Rua (guitarra) e Tóli César Machado (bateria). O grupo surgiu no período denominado "boom do rock português", mas os elementos da banda consideram que estiveram à margem do fenómeno, pois quebraram barreiras e criaram uma nova sonoridade em Portugal. Atualmente a banda é constituída por Tóli César Machado (guitarra, teclas e acordeão), Jorge Romão (baixo) e Rui Reininho (vocal).




grupo novo rock discografia



Com o grupo formado pelos três músicos, houve a fase de criação do nome oficial e uma das hipóteses começou por ser "Trompas de Falópio", que foi excluído, prevalecendo a sigla GNR, por consenso geral. Mas o nome não foi escolhido ao acaso, segundo a afirmação de Tóli: "Havia aquela associação com os Police. GNR era uma coisa muito new wave e fazia todo o sentido."[4] Outro nome que chegou a ser ponderado foi "Pastorinhos de Fátima", mas foi descartado por ter uma conotação demasiado religiosa.[5] Começaram a ensaiar numa pequena garagem na rua Airosa, situada em Francos (Porto), e convidaram a estreante Isabel Quina para ser a primeira vocalista do grupo. De seguida entrou o baixista Mano Zé, que já tinha tocado com Rui Veloso.[6] O primeiro concerto aconteceu em 1981 na Igreja do Carvalhido, no Porto, e marcou oficialmente o início dos GNR. Ao palco subiram os três fundadores juntamente com Mano Zé, que tinha um amigo que emprestou a bateria, e a Isabel, com um visual muito new wave, que abandonou a formação pouco depois desse concerto.[7] As músicas que foram interpretadas pela vocalista eram todas em inglês, inclusive o tema que tanto sucesso fez, o "Portugal na CEE", que na versão inglesa chamava-se "She Is Walking". Posteriormente adaptaram a canção para português, por sugestão da Valentim de Carvalho, com a qual assinaram o primeiro contrato discográfico e que propôs-lhes que começassem a cantar na língua materna.[8] Desde o início de carreira, a sonoridade da banda foi marcada por vários estilos próprios, com influências no pós-punk, pop de vanguarda, rock de massas e new wave.[9] A identidade estética que nasceu foi "uma coisa muito natural. (...) Houve uma conjugação de vários estilos", segundo a revelação de Tóli.[2]


Em outubro de 1984, editaram o segundo álbum de estúdio Defeitos Especiais que os levou a uma digressão por Espanha e França. A gravação durou vários meses e gerou a seguinte opinião entre os elementos: "Este álbum é aquele em que a relação entre os poemas e as músicas é mais forte". Foi extraído o tema "I Dont Feel Funky (Anymore)", no formato máxi single, cantado em português, inglês e italiano, e o grupo qualificou-o como "um western spaghetti de produção nacional". As vendas ficaram aquém do esperado apesar de ter sido aclamado pela crítica. A editora gostou do resultado e continuou a apostar no grupo. O disco foi trabalhado na cave da casa de Alexandre Soares, que tornou-se no novo local de ensaios da banda. Nesse ano foram considerados a melhor banda ao vivo pelo programa de António Sérgio, "Som da Frente", na Rádio Comercial.[19] O terceiro álbum de estúdio Os Homens Não Se Querem Bonitos foi editado em julho de 1985, obtendo sucessos como os temas "Dunas" e "Sete Naves". O disco foi também lançado em Espanha, levando a banda a novas incursões por esse país, e foi produzido um teledisco em Madrid para promover "Dunas".[20] Anos depois, Tóli fez a seguinte avaliação: "Os Homens Não Se Querem Bonitos é o que eu chamo de manta de retalhos. Uma confusão. Tem muitas coisas impostas pelo Alexandre que não fazem sentido (...) Há ali muita coisa que não devia lá estar, que é exagerada. O complexo do experimentalismo."[21].mw-parser-output .flexquotedisplay:flex;flex-direction:column;background-color:#F1F1F1;border-left:3px solid #C7C7C7;font-size:100%;margin:1em 4em;padding:.4em .8em.mw-parser-output .flexquote>.flexdisplay:flex;flex-direction:row.mw-parser-output .flexquote>.flex>.quotewidth:100%.mw-parser-output .flexquote>.flex>.separatorborder-left:1px solid #C7C7C7;border-top:1px solid #C7C7C7;margin:.4em .8em.mw-parser-output .flexquote>.citetext-align:right@media all and (max-width:600px).mw-parser-output .flexquote>.flexflex-direction:column


Em setembro de 1986 lançaram o quarto álbum de estúdio, Psicopátria, que conquistou o galardão de prata, graças a temas como "Efectivamente", "Pós Modernos" ou "Bellevue".[22] A capa do disco é um desenho de Fátima Rolo Duarte, baseada numa fotografia antiga da Ribeira portuense, da autoria de Beatriz Ferreira, que apresenta uma rapariga a mergulhar para o rio Douro, tendo a ponte Luís I como pano de fundo. Deu-se a consagração efetiva da banda, elevando-a um nível de popularidade considerável. O concerto de apresentação ocorreu a 4 de dezembro na discoteca Voxmania (posteriormente Cinema King),[23] seguindo-se as grandes salas de espetáculo do país, como o Coliseu dos Recreios. Jorge Romão recordou a estreia nessa sala emblemática: "Quando fizemos o Coliseu de Lisboa pela primeira vez, no Psicopátria, o Gilberto Gil também ia atuar no Campo Pequeno", o que foi bastante arriscado, provocando os seguintes comentários: "Vocês são loucos! Acabou a vossa carreira!".[24][25] Romão concluiu que esse álbum é: "Um disco muito tripeiro. Tem uma vivência do Porto em meados dos anos 1980 que, consciente ou inconscientemente, foi levada para o disco e está aí essa definição, começando pela capa, que é um bocado um postal do Porto."[26] Em plena crise de identidade do rock português, os GNR superaram as melhores expectativas dando novo alento à cena musical portuguesa.[27] Alexandre deixou a banda em março de 1987 entrando para o seu lugar Zézé Garcia, proveniente dos Mler Ife Dada. Foi com o afastamento de Alexandre que o papel de Tóli teve um marcante impulso, permitindo-lhe maior destaque, uma vez que passou a ter a possibilidade de deixar ainda mais acentuadamente seu o cunho em todas as músicas que consolidaram o sucesso da banda. Os GNR tinham encontrado a sonoridade compatível com o gosto dos restantes membros.[21]


No início de 1989 lançaram, sob a orientação do produtor francês Remy Walter, o quinto álbum de estúdio "Valsa dos Detectives", que confirmou a popularidade do grupo com os êxitos "Impressões Digitais", tema de apresentação, e "Morte ao Sol". A capa do disco é da autoria do pintor açoriano Carlos Carreiro. Na opinião de Reininho, este novo trabalho foi: "(...) o álbum mais concetual, está todo feito à volta de uma ideia, talvez influenciado pelas viagens", e acrescentou: "Para mim, este trabalho é uma paixão, pois foi uma entrega bastante grande (...). Tenho orgulho neste disco."[31] O disco conquistou o galardão de prata mas foi criticado o trabalho do produtor. No fim de abril os GNR foram ao Brasil para atuarem em São Paulo e no Rio de Janeiro, incluindo no emblemático Circo Voador. Ainda nesse ano atuaram em várias Queima das Fitas e nos Coliseus com espetáculos estrondosos e com vários elogios da imprensa, entre os quais, o jornal O Primeiro de Janeiro que noticiou: "Os GNR acabaram de bater com a cabeça no teto. Desistam de não o reconhecer, atingiram o estrelato - quatro mil e quinhentas pessoas assistiram a isso mesmo, e outras tantas gostariam de o ter feito."[32]


No dia 4 de junho de 1992 saiu o sexto álbum de estúdio Rock in Rio Douro, um êxito imediato, e para a sua apresentação, no dia 29 de maio, a banda convidou a imprensa, amigos, colaboradores entre outras figuras do meio musical para um passeio de barco pelo rio Douro, seguido de um jantar nas Caves Sandeman, o mesmo local onde foi gravado o teledisco "Sangue Oculto", tema que contou com a participação de Javier Andreu dos La Frontera.[42] Parte das canções do álbum já tinham sido tocadas na Queima das Fitas em Coimbra, semanas antes. A banda ficou meses sem dar concertos antes da edição desse trabalho, pois dedicou-se exclusivamente à gravação do disco, preparado no Porto, em que a editora teve de garantir os meios necessários numa moradia na Avenida Marechal Gomes da Costa, instalando um estúdio móvel.[43] O disco passou muito na rádio e os concertos sucederam-se. Um tornou-se inesquecível pelo acidente de Reininho, em Albufeira, quando parte do palco cedeu e o cantor caiu de uma altura de três metros, partindo algumas costelas.[44] Motivados pelo sucesso estrearam-se, a 10 de outubro desse ano, como a primeira banda portuguesa a tocar num estádio de futebol, José Alvalade, em Lisboa. Tóli César Machado afirmou à imprensa, momentos antes do concerto: "vão ver a melhor banda de rock português", prometendo um "grande espetáculo". O estádio esteve com a lotação esgotada, cerca de 40 mil pessoas. Contou com a presença da RTP que gravou o concerto para emitir mais tarde e também com a participação dos convidados Javier Andreu para cantar no tema "Sangue Oculto" e Isabel Silvestre, do Grupo de Cantares do Manhouce, que cantou no tema "Pronúncia do Norte".[45] O disco vendeu 94 mil cópias e esteve trinta e oito semanas no top nacional, atingindo o galardão de quatro discos de platina.[46] Em 19 de junho de 1993 dão outro grande concerto no Estádio das Antas, no Porto, onde estiveram mais de 20 mil pessoas e que segundo o grupo, serviu como forma de celebração do primeiro aniversário do disco Rock in Rio Douro.[47]


Em 2001 completaram vinte anos de carreira e, para comemorar, idealizaram alguns projetos novos incluindo a edição de um novo disco. Contudo, algumas divergências com a Valentim de Carvalho fizeram com que os planos tardassem a surgir por incapacidade autónoma da editora, agora multinacional. Essa situação deixou os elementos do grupo frustrados uma vez que nada conseguiram realizar nesse ano e foram obrigados a lançar mais uma coletânea em vez do disco de originais desejado.[58] Foi então lançada, em fevereiro de 2002, Câmara Lenta - 16 Slows do Melhor GNR - Vol.2 a segunda coletânea que reúne as baladas mais emblemáticas do grupo acrescido dos inéditos "Vocês" e "Nunca Mais Digas Adeus". Esse trabalho comemorativo obteve grande sucesso e atingiu o primeiro lugar do top nacional.[58] A 11 de novembro de 2002 chegou às lojas o décimo álbum de estúdio Do Lado dos Cisnes, com o selo da Capitol Records, etiqueta da EMI. O disco marcou uma mudança estrutural dos concertos visto que Tóli passou a tocar guitarra, deixando o lugar de baterista.[59] Um mês após o lançamento, os temas "Sexta-Feira (um seu criado)", "Tu Não Existes" e "Morrer em Português" evidenciaram sucesso nas rádios.[60] Em 2003 editaram em single uma versão acústica do tema "Canadádá", que contou com a participação de Paulinho Moska.[61] Nesse ano a EMI reeditou em box set os álbuns Rock In Rio Douro e Popless, bem como outras coletâneas.[62]


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